Jun 13, 2006

CRIANÇA NÃO COMBINA COM ESTILHAÇOS DE BALAS

Criança não combina com estilhaços de balas,diz a voz dos antigos, das mães e dos irmãos de claridade Voltemos ao tempo da coerência

,revendo o sentido correto do que é moral Homens de gelo+ frios q o Ártico e a Antártica,onde

andará o meninoque abria a porta e as janelas para os vagalumesinalgurarem sobre a gangorra

do olhara união entre os povos Fome, fome...temos fome de comida, fome de felicidade,fome de

conter a avalanche vermelha Acendemos a vela,a luz carmim engolidora de sombrasirmã do sol

pião e das estrelas açucaradasno interior do crânio desses seres emparedados Criança não

combina com violencia bestial+ sim com gato pulador de corda, cachorro rasgador de

serpentinas, doce de jaca, carambola, maçã esmeralda,goiabada entranhada no queijo, beijos,

abraço,alegria de pipoca

EDU PLANCHEZ

CRIANÇA NÃO COMBINA COM ESTILHAÇOS DE BALAS

Criança não combina com estilhaços de balas,diz a voz dos antigos, das mães e dos irmãos de claridade Voltemos ao tempo da coerência

,revendo o sentido correto do que é moral Homens de gelo+ frios q o Ártico e a Antártica,onde

andará o meninoque abria a porta e as janelas para os vagalumesinalgurarem sobre a gangorra

do olhara união entre os povos Fome, fome...temos fome de comida, fome de felicidade,fome de

conter a avalanche vermelha Acendemos a vela,a luz carmim engolidora de sombrasirmã do sol

pião e das estrelas açucaradasno interior do crânio desses seres emparedados Criança não

combina com violencia bestial+ sim com gato pulador de corda, cachorro rasgador de

serpentinas, doce de jaca, carambola, maçã esmeralda,goiabada entranhada no queijo, beijos,

abraço,alegria de pipoca

EDU PLANCHEZ

Jun 10, 2006

08 jun 06 / quinta noite Escrevo debilitado por uma febre de 39 graus e um corpo fraco... Acho que isso foi a gota d'água numa semana turbulenta, triste, muito triste. O corpo (sempre) responde à estímulos negativos. Minha cabeça lateja e a imagem do Gui não vai embora... Delírio? Não... minha alma tá em frangalhos... Pelos milhares de Guis que se vão todos os dias embrenhados na selva escura da ignorância, da barbárie. Pelas milhares de pessoas que se vão de maneira violenta e desnecessária. Minha cabeça lateja, minha alma está rota porque a bárbarie nos ronda a todo momento. Pela ignorância, pela xenofobia, pela covardia que atinge de forma brutal os desavisados, os que têm paz de espírito (e compartilham com o mundo!), aquele que querem apenas viver da maneira mais digna possível. Minha alma chora de raiva e torpor por uma justiça ausente, caolha, permissiva e elitista. Quantos Guilhermes não se vão todos os dias, arrancados de maneira odiosa nas periferias, nos condomínios de alto luxo, arrancados. Desapropriados. Eis o câncer de uma sociedade doente, corcunda, capenga. Às vezes, dá vontade de rasgar o peito e gritar, gritar de vergonha. Um grito seco e surdo. A voz não sai. Talvez pelas coisas que me incomodam e me deixam (muitas vezes) impotente diante daquilo que não tenho controle, talvez por isso eu faça arte e faça da minha arte a armadura contra a barbárie. Mas sempre é insuficiente. Hoje é um dia triste, mas infelizmente não será o último. Quandos Guilhermes ainda serão necessários sacrificar para que possamos ter paz? Minha alma está em preto e branco. E uma das cores prevalece sobre a outra. Alguma coisa se perdeu. No fundo do porão. Vá em paz. Os que te amam não precisam mais te segurar aqui. Wallace Puosso

Jun 9, 2006

Um chinelo?
UM CHINELOUm chinelo para a esquerda,outro para o oesteda dimensão tropical do que pensoO que penso embarca na cabine da navelúcidaporque o tempo é outroe os homens desse tempo já não pulam fogueiras Edu Planchez Joca sonhando sentia culpa, a velha culpa vinda do cristianismo. Agora ele nu, fodendo e sendo fodido na vida real por mulheres maravilhosas porque ele poeta de grande valentia merece o maior de todos os gozos. Viva Joca Faria ! Revolucionario, companheiro de luta, de guerras e mais guerras. Que teus sonhos ganhem corpo nos dias de sol e nas noites de intensa loucura Um beijo EDU PLANCHEZ
O modo que se vê* Franklin M. In “Canções de Amor à você”Vi grandes fortunas e impérios tombaremNum simples estalar de dedosE vi homens e mulheres desconhecidosMudarem os destinos da humanidade inteiraE sei que a diferença entre os que venceramE os que se deram por vencidosEncerram-se exclusivamenteNa vontade e na féQuantos heróis morreram na praiaPor abortarem seus sonhos antes mesmos de sonharem?Pisei terras tão férteisQue a sementes mais frágeisQue escorregaram pelo rasgo do meu bolsoFormaram grandes e vastas plantaçõesE por elas eu viMultidões de mulheres e homens resmungõesEscorados uns aos outrosE morrendo de fome;Singrei desertos estéreisSob o cáustico sol do meio-diaE cujas noites frias cortam a alma bem fundoE dei com homens e mulheres de labor,Dourados pelo sol,De mãos grossas, firmes e decididasCom seus silos repletos de grãosDa mais alta qualidadeE as mentes abertas às novas fronteirasO homem que olha pro céuPercebe o brilho particular de cada estrelaE descobre que existe um espaço infinitoPara crescer;O homem que volta seus olhos pro chãoLimita e vigiaOs passos de sua vidaE estende todo o seu futuroÀ sete palmos além dos limites que se impôs- A dimensão do olhar determina-O derrotado e o vencedor

Jun 2, 2006

POETAS DA TERRAOs poetas da Terra (mesmo não sabendo)estão de mãos dadasdesde o mais remoto tempo,assim permanecerão pelo translado do infinito futuroPoetas da Terra,a mão de Willian Blake cobre as ferragens de nossos crâniospara que o sol branco-grená de Virgíliose propague aos vindourosPoetas da Terra,tampo um de meus olhos, vejo você meu irmão/irmãflorir sob a influência das palavras de Charles BaudelareOs poetas da Terracontinuarão abraçados no olho orgânicoda explosão( atômica),mesmo que seus corpos ganhem do fogo doenteos elementos do vidro,eles seguirão, de alguma forma seguirãoescrevendo nas cavidades coronárias o novo,a odisséia rumo a Idade do OuroOs poetas da Terranunca perdem o rodopio da flor de lótus,jamáis deixam o arco-íris pulsar impunimente,sabem ou buscam saber o que dizem as aves noturnasque nos visitam ao meio-diaPoetas da Terra,Dylan Thomas levanta-se de seu sono de escaravelhos,abre as janelas da casa prateada,põe as luvas e o negro chapéu,empurra a porta antiga,ganha as ruas aquecidasdo Rio de JaneiroOs Poetas da Terraacordarão no meio da noite,no centro do diaEDU PLANCHEZ